Emprego, salário e serviços públicos: o programa que o Maranhão precisa

Todo período eleitoral produz a mesma enxurrada de promessas vagas. Nós preferimos dizer com todas as letras o que defendemos — e de onde sai o dinheiro para pagar.

1. Emprego e salário

Redução da jornada de trabalho sem redução de salário, como forma de repartir o trabalho que existe e gerar empregos. Fim da escala 6×1. Salário mínimo que dê conta do custo real de vida, com reajuste automático pela inflação. Concurso público para preencher as vagas hoje ocupadas por contratos precários e terceirizados.

2. Saúde 100% pública

O SUS não está falido: está sendo drenado. Defendemos verba pública apenas para o serviço público, fim dos repasses às chamadas organizações sociais, contratação de profissionais por concurso e abertura de leitos e UPAs onde a população mora — não onde rende voto.

3. Educação para todos

Escola pública com estrutura, merenda de verdade e professor valorizado. Piso salarial cumprido de fato, fim da contratação temporária como regra e transporte escolar que funcione no interior do estado. Universidades e institutos federais com verba, assistência estudantil e política de permanência para quem não pode se sustentar estudando.

4. Moradia e reforma urbana

Uso dos imóveis vazios e da terra ociosa para moradia popular. Saneamento e água tratada nos bairros e povoados esquecidos. Urbanização das ocupações com participação de quem mora ali — e nenhum despejo sem alternativa habitacional.

5. Transporte é direito

Passagem que consome um dia de trabalho por semana não é serviço, é pedágio sobre o salário. Defendemos auditoria pública das planilhas das empresas de ônibus, controle popular das tarifas e um caminho concreto para um transporte público, estatal e de qualidade.

6. Direitos e igualdade

Enfrentamento ao racismo, à violência contra a mulher e à LGBTfobia com política pública, orçamento e estrutura — não com discurso em data comemorativa. Demarcação das terras quilombolas e indígenas do Maranhão e defesa das comunidades tradicionais contra a grilagem e o avanço do agronegócio.

De onde sai o dinheiro

Da suspensão do pagamento da dívida pública, da taxação das grandes fortunas e do fim das isenções bilionárias concedidas às grandes empresas instaladas no estado. O dinheiro existe. O que falta é decidir a favor de quem ele será gasto.

Nada disso é concedido de cima para baixo. Cada um desses pontos só avança com organização e mobilização — e é para isso que estamos na disputa.

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