Nota: mandato não é privilégio, é ferramenta de luta

A pergunta aparece em toda conversa de porta de fábrica, de ponto de ônibus e de reunião de bairro: “vocês são todos iguais?”. É uma pergunta justa. Décadas de mandato usado como negócio ensinaram a população a desconfiar — e essa desconfiança é saudável.

Por isso o PSTU não pede confiança: apresenta compromisso escrito.

O que assumimos

Salário de trabalhador. Quem for eleito por este partido recebe o equivalente ao salário médio da categoria de onde veio. O restante do subsídio parlamentar é devolvido ao partido e às lutas: fundo de greve, campanhas, estrutura para os movimentos.

Mandato aberto. As decisões do mandato são prestadas em assembleia e discutidas com quem construiu a campanha. Gabinete não é escritório particular: é ponto de apoio para sindicato, associação de moradores, movimento estudantil e comunidade que precisa de estrutura para se organizar.

Sem financiamento empresarial. Nossa campanha não recebe dinheiro de empreiteira, de banco nem de grande empresa. Quem financia cobra depois — e nós não temos nada a negociar com o outro lado.

Independência. Não fazemos parte da base de nenhum governo, seja estadual ou federal. Não trocamos posição política por cargo, emenda ou espaço em segundo turno.

Por que isso importa

Não se trata de virtude pessoal. Um parlamentar que passa a ganhar dez, quinze vezes mais que a categoria que o elegeu deixa de viver os problemas que deveria enfrentar. A regra do salário de trabalhador não é sacrifício: é o que mantém o eleito preso à realidade de quem o elegeu.

E é também por isso que insistimos: o que decide a vida da classe trabalhadora não é o resultado da urna, é o que acontece antes e depois dela. O mandato serve para dar estrutura, visibilidade e tribuna a essa luta — nunca para substituí-la.

Cobre da gente. É para isso que o compromisso está publicado.

◂ Todas as notícias